Atenção beneficiários e investidores: o Airbnb anunciou a remoção de anúncios de moradias sociais (HIS e HMP) em São Paulo. Entenda as regras que proíbem o aluguel de curta duração nesses imóveis.

O cerco fechou para o aluguel por temporada em imóveis do Minha Casa, Minha Vida e programas sociais (HIS/HMP) em São Paulo. Descubra as novas regras de 2026 e como evitar a perda do seu imóvel. O sonho da casa própria através de programas como o Minha Casa, Minha Vida e as iniciativas municipais de Habitação de Interesse Social (HIS) em São Paulo ganhou um novo capítulo de fiscalização em 2026. Após anos de debates e investigações, plataformas como Airbnb, Booking e QuintoAndar iniciaram a remoção em massa de anúncios de imóveis que deveriam cumprir uma função social, mas estavam sendo usados para lucro de curto prazo.

Airbnb Começa a Remover Anúncios de Imóveis de Programas Sociais

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A Prefeitura de São Paulo endureceu as regras por meio do Decreto nº 64.244/2025, que proíbe explicitamente a locação de curta duração (conhecida como short stay) em unidades classificadas como HIS e HMP (Habitação de Mercado Popular).

A administração municipal enviou às plataformas uma lista detalhada com mais de 3.800 empreendimentos licenciados desde 2014, totalizando cerca de 507 mil unidades habitacionais sob restrição. O objetivo é garantir que os subsídios públicos e benefícios fiscais cheguem a quem realmente precisa de moradia, e não a investidores que buscam “hotelização informal”.

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Entenda as Categorias: HIS-1, HIS-2 e HMP

Para que você não corra riscos, é essencial entender em qual categoria o seu imóvel se enquadra. Em 2026, as faixas de renda e valores de teto para São Paulo seguem estes parâmetros:

  • HIS-1: Destinado a famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos. O valor máximo do imóvel é de R$ 276.000,00.

     

  • HIS-2: Para famílias com renda entre 3 e 6 salários mínimos, com imóveis de até R$ 383.600,00.

     

  • HMP: Voltado para quem ganha entre 6 e 10 salários mínimos, com teto de venda de R$ 537.600,00.

     

A proibição do Airbnb e as consequências para o proprietário

Muitos beneficiários e investidores acreditavam que, após a compra, poderiam dispor do imóvel livremente. No entanto, a legislação atual reforça que a função social da propriedade deve ser respeitada.

  1. Remoção de Anúncios: O Airbnb já começou a enviar notificações de exclusão para anfitriões cujos imóveis constam na lista da prefeitura.

     

  2. Multas e Sanções: O descumprimento pode gerar punições tanto para as plataformas quanto para os proprietários, baseadas na violação do direito à informação do consumidor e nas normas urbanísticas.

     

  3. Fiscalização por Denúncia: A prefeitura tem intensificado a fiscalização baseada em denúncias de moradores e vizinhos, partindo do princípio de que imóveis sociais não podem funcionar como hotéis.

     

O Minha Casa, Minha Vida pode ser alugado?

Para quem adquiriu um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida, a regra é ainda mais rígida nas faixas subsidiadas.

  • Faixa 1 (renda até R$ 3.200): O imóvel é para moradia própria e não pode ser alugado ou vendido antes da quitação total do financiamento, sob pena de devolução dos subsídios recebidos do Governo Federal.

    Locação de Longo Prazo: Nas categorias HIS e HMP, a locação é permitida apenas se o locatário também se enquadrar nos critérios de renda da política pública, e o valor do aluguel não pode ultrapassar 30% da renda mensal do morador.

     

Como se proteger e agir corretamente

Se você possui um imóvel popular ou pretende adquirir um em 2026, siga estas orientações:

  • Consulte a Matrícula: Verifique se há a averbação obrigatória de que a unidade é HIS ou HMP. O novo decreto exige que essa informação esteja clara no documento do imóvel.

     

  • Mantenha o Cadastro Único atualizado: Para quem busca o programa, estar com os dados em dia é o primeiro passo para a aprovação.

     

    Uso Residencial: Priorize o uso do imóvel para sua própria família. Caso precise alugar, faça-o por contratos de longo prazo (mínimo de 30 meses) e para pessoas dentro das faixas de renda permitidas.

     

Conclusão

A remoção de anúncios de moradias sociais de plataformas como o Airbnb em 2026 marca o fim de uma era de irregularidades em São Paulo. O programa Minha Casa, Minha Vida e as Habitações de Interesse Social são conquistas da sociedade para reduzir o déficit habitacional, e seu uso desvirtuado prejudica milhares de famílias que aguardam na fila por uma oportunidade.

Ao seguir as regras e respeitar a finalidade social do seu imóvel, você protege o seu patrimônio de multas e garante que as políticas públicas continuem ajudando quem realmente precisa de um teto digno. Lembre-se: moradia social é direito, não é negócio de temporada.

E você? o Que acha disso tudo?

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Escrito por

Analice gomes

Analice Gomes é Jornalista e Redatora e atua aqui em nosso site buscando informações para auxiliar nossos leitores em tudo sobre imóveis, decoração e tudo mais para o lar.